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Girl and mother at doctors office

Quando levar minha filha ao ginecologista pela primeira vez?

O início da puberdade é uma fase de grandes mudanças na vida de uma menina: o corpo começa a mudar, a menstruação chega, a boneca vai ficando de lado, surgem novos hábitos… Por outro lado, muitos pais não sabem lidar com esta situação, em que percebem que não tem mais um “bebê”em casa e vêem a filha se transformando numa mulher. É nesta hora que surge a pergunta: “quando levar minha filha ao ginecologista pela primeira vez”?

Na verdade, não existe uma hora certa para isso. O ideal é que nessa fase haja um diálogo permanente e aberto entre os pais e a filha. Muitas vezes, as meninas podem se sentir envergonhadas para falar sobre esse assunto e pode ser até que não saibam qual o papel do ginecologista. Por isso, a orientação dos pais é muito importante, mas deve-se respeitar os limites da garota, deixando-a à vontade para determinar quando procurar o médico. Existem algumas situações, no entanto, que exigem avaliação médica especializada, tais como:

  • Corrimento vaginal;
  • Alterações menstruais;
  • Coceira genital;
  • Lesões genitais;
  • Nódulos mamários;
  • Retardo no aparecimento dos caracteres sexuais secundários (ausência de desenvolvimento de pelos pubianos e mamas até 13 anos e/ou ausência de menstruação até 16 anos);
  • Precocidade dos caracteres sexuais secundários (aparecimento de pelos pubianos ou broto mamário antes dos 8 anos);

Além dessas situações, o início da vida sexual torna a visita ao ginecologista obrigatória. O ideal é que a consulta ocorra antes da primeira relação para que a menina seja orientada em relação à prevenção de gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis. Esse é um momento que serve também para solucionar eventuais dúvidas e medos. É importante que haja, por parte dos pais, compreensão, diálogo e respeito à individualidade da filha neste período.

O ideal, portanto, é que a menina se sinta segura para ir ao ginecologista pela primeira vez. Dessa forma, a relação médico-paciente se estabelece de forma adequada, possibilitando uma futura vida ginecológica e sexual mais saudável.